Depressão e libido – saiba por que a depressão pode interferir no desejo sexual

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Depressão e libido

Saiba por que a depressão  pode interferir no desejo sexual

A sexualidade é multiplicação, dá vida, arrematam amores, formam-se casais, surgem famílias e brotam civilizações. Ela está presente desde muito cedo no ser humano, desde nascimento até a sexualidade genital dos adolescentes. Vamos aprimorando a sensibilidade e as sensações de bem estar e prazer no toque, carinho e calor. A sexualidade forma parte da personalidade do ser humano. Ela pode influenciar pensamentos, sentimentos, ações e integrar, a saúde física e psíquica. É uma força que motiva encontrar o amor, o contato e uma relação íntima entre os seres. E ela, no entanto, não é sinônimo de sexo, visto que esse é apenas parte da sexualidade e talvez nem seja a mais importante.

Entenda como ocorre o ciclo de resposta sexual – mente e corpo.

Na década de 60, Masters e Johnson desenvolveram o primeiro modelo de ciclo de resposta sexual, composto de excitação (fantasias e sensações – manifestado pela ereção, no homem, e alterações na vulva e vagina, na mulher), platô (ápice sustentado do prazer), orgasmo (clímax de prazer – acompanhado de ejaculação no homem e, em alguns casos, algo similar nas mulheres) e resolução.

 

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Neste modelo acima, esqueceram de algo imprescindível para o sexo – o desejo (proposto por Kaplan, em 1970) – sensação que desencadeia o “estímulo” para o início da resposta sexual, na maioria das vezes antecede a fase de excitação. Usualmente, ocorrem diferenças na amplitude de desejo sexual entre os parceiros – representando variações de duração e frequência de relações sexuais – fato que comumente desencadeia divergências e fantasias negativas entre casais.

Em 2001, Helen Basson inovou ao criar um modelo circular para a sexualidade, que seria multifatorial, mas específico para mulheres – na qual acrescentou influências íntimas, inconscientes e não necessariamente sexuais que podem afetar a motivação para o sexo.

Como são esses ciclos sexuais nas mulheres e homens?

Na mulher a resposta e a excitação sexual dependem da  satisfação emocional, da intimidade, do carinho e da segurança  que o parceiro proporciona. É importante que os homens reconheçam isso, que olhem para as mulheres não sobre seus prismas e olhares, mas pelo delas – para elas ficarem excitadas e chegarem ao orgasmo. Na maioria das vezes, não importa o tamanho do pênis como grande parte dos homens acredita, e sim como as atitudes que o parceiro proporciona e as preliminares que antecedem todo o ato sexual.

 

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Eles, por outro lado, são estimulados predominantemente pela visão, pela sedução que as mulheres podem proporcionar e envolver. Elas, geralmente, são conquistadas pelo ouvido, carinho, segurança e grau de intimidade que possam receber – fatores interpessoais, dessa forma, mostram-se mais importantes.

As mulheres podem se excitar e corresponderem aos estímulos do homem antes de anteceder o desejo. Baseado nisso, observa-se por que as mulheres necessitam estimulação direta na vulva e vagina para apresentarem vasocongestão (mudanças que ocorrem na excitação), diferente da ereção dos homens, que é antecedida pelo desejo.

Existem vários fatores que poderiam interferir na continuidade da resposta sexual genital, mas as interferências de estímulos no sistema límbico (regiões do prazer cerebral), recebidos via algum grau de excitação experimentado, proporcionam a continuidade do foco no estímulo sexual.

Assim, segundo os estudos mais atuais observaram que a excitação / estímulo podem ocorrer antes do desejo (proporcionando esse) e, por outro lado, as preocupações e pensamentos não sexuais  podem ser fatores inibitórios sobre o desejo e excitação, atrapalhando toda essa cascata emocional.

Como reconhecer se está deprimido?

A depressão é um termo comumente utilizado para expressar tristeza, estados emocionais, contínuos ou esporádicos. Caso contínuo, pode caracterizar, grosseiramente, em uma síndrome ou um transtorno caracterizado, pelo último Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais – 2013 (DSM-5), por episódios de humor deprimido com permanência de mais de duas semanas, que duram a maior parte do dia e quase todos os dias da semana. Além disso, há perda de prazer em realizar suas atividades, fadiga ou perda de energia e outros fatores que podem ficar inibidos, assim como a sexualidade.

A depressão pode ser causada por inúmeros fatores: abuso de drogas, genéticos, uso de medicações, presença de outras doenças, luto (quando os sintomas perduram mais de 6 meses), além de causas ambientais (criação, sedentarismo, alterações do sono, baixo suporte social e familiar), entre outros. O tratamento com antidepressivos, quando aceito pelo paciente, pode reduzir ou cessar a morbidade e mortalidade desencadeada pela depressão.

 

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A sexualidade pode ficar totalmente apagada /inibida?

A inibição sexual é definida como ausência ou diminuição de interesse ou desejo, de pensamentos ou fantasias sexuais e, atualmente, ausência de desejo responsivo (frente aos estímulos), apresentando motivação muito pequena ou ausente. Ela provem de situações físicas e emocionais – que podem ocorrer em uma ou mais fases do ciclo descrito acima.

A diminuição da libido, em homens e mulheres deprimidos, é a alteração sexual mais frequente. A redução da libido pode, secundariamente, causar disfunção erétil nos homens e de excitação e orgasmo nas mulheres.

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Depressão causa disfunção sexual ou disfunção sexual causa depressão?

A depressão ocorre 2x mais nas mulheres, o que vai de encontro com as grandes pesquisas que descrevem que as mulheres apresentam mais queixas de desejo sexual hipoativo (falta de interesse sexual) e dificuldade de atingir o orgasmo, de modo mais significativo que os homens. Os homens apresentam duas queixas mais comuns: disfunção erétil (45%) e ejaculação precoce (25%).

A disfunção sexual é definida como a incapacidade de realizar o ato sexual de forma satisfatória para si, seu parceiro ou para ambos, que podem ser decorrentes de dor no intercurso sexual ou algum problema em uma das fases do ciclo sexual (desejo, excitação e orgasmo).

Em estudos nacionais tiveram resultados de prevalência de disfunção sexual em 51%  e 48 % , respectivamente, das mulheres e dos homens brasileiros, portanto algo muito comum na sociedade, em graus variados de intensidade.

Algo importante é compreender se a disfunção sexual ocorre desde o nascimento ou se foi adquirida posteriormente, se está em todas as situações / circunstâncias ou somente em alguns momentos (algumas circunstancias e/ou parceiros) – para ser analisado o perfil e gravidade do quadro.

A depressão e a ansiedade são importantes fatores de risco para disfunções sexuais e redução do libido por causarem redução da energia, desinteresse, sensação de fadiga, apatia, entre outros sintomas que afetam o desejo sexual. Este baixo desempenho, da mesma forma, pode intensificar a depressão e causar conflitos conjugais e no relacionamento.

Com a inibição do desejo há uma diminuição diretamente proporcional das fantasias, pensamentos e interesses sexuais (ou quando existem são efêmeros), além de estarem reduzidos de forma similar os estímulos sensitivos /sensórios.

Como investigar e tratar a depressão e a  disfunção sexual ?

Investigar e tratar precocemente a disfunção sexual significa conhecer a causa (que pode ser a depressão), o que garante um tratamento mais eficaz e gratificante (sem gerar sequelas emocionais), pois ambas as doenças prejudicam intensamente a qualidade e a plenitude da vida.

Tratamento precoce protege o paciente, pois não deixa que repercuta na autoestima, na autoconfiança, na dificuldade de se relacionar e gerar mau desempenho na sexualidade. Os indivíduos deprimidos apresentam estatisticamente problemas para obter e manter relacionamentos com parceiros (pela perda da libido e autoestima), além de terem frequência sexual mais baixa.

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A depressão e a disfunção sexual podem ser causa ou consequência uma da outra. A escolha correta de um antidepressivo e tratamento de depressão devem ser bem avaliados, pois alguns antidepressivos podem causar disfunções sexuais, fato que reduz a aderência  (manutenção do tratamento), perpetuando a depressão, cronificando a disfunção sexual e a perda da qualidade de vida – tal descontinuação da medicação (por interferência na sexualidade)  ocorre em 36% daqueles que iniciam os antidepressivos e ,por isso, a importância de uma escolha eficaz e, preferencialmente, sem esse efeito colateral.

Hábitos e estilo de vida (ex: atividade física regular, alimentação adequada e não utilizar álcool) podem auxiliar na redução das doenças acima, assim como conhecer e minimizar os fatores de risco como os fatores:  cognitivo (que possam ser decorrentes da forma de pensar) e comportamentais (geram comportamentos deletérios ou evitativos – que reduzem o contato íntimo com a parceira e sociais com amigos/ colegas).

 

Mas algo importante, após esse texto, é lembrar que mesmo com tratamento medicamentoso e psicoterápico, a abordagem do médico com o paciente e o parceiro é imprescindível, pois facilita que ambos compreendam o que ocorre com o paciente e utilizem orientações que repercutem diretamente na sensibilidade, intimidade e segurança do casal, no convívio, amor e , portanto, na cama.

*Importante frisar que, mesmo com as orientações acima, caso a disfunção mantenha-se, procure um profissional especializado. 

 

 

Dr. Kayo Gheno CRM 16.992 – RQE 11.894

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Posted on 2 de abril de 2016 in Desejo hipoativo (falta de interesse sexual), Disfunção erétil, Ejaculação precoce

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