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Estamos preparados para os vínculos na era do smartphone?

O smartphone tornou-se uma extensão do homem urbano e o computador um dos instrumentos mais imprescindíveis. Ambos, dessa forma, abriram as portas para a inovação e progresso, para formação de novas redes profissionais e sociais. Assim, possibilitaram o start de uma nova era: a digital.

A voracidade, por exemplo, do crescimento dos smartphones e das redes sociais deixa explícita a sacada ousada que empresas, como Facebook e Instagram. Exploram, dessa forma,  um traço do comportamento humano: a sede de contato afetivo.

Atualmente, um terço dos indivíduos, nos grandes centros, iniciam seus vínculos amorosos via internet. O brasileiro passa em média mais de 9 horas na frente de alguma tela, mais da metade do período que passam acordadas, predominantemente em redes sociais. Não incomum, restringem o sono maximizando o tempo na telinha.

Meios de comunicação, concomitantemente, imprimem a instantaneidade e a aceleração dessa era. Ao enviar uma mensagem espera-se a resposta imediata. Os aplicativos de relacionamento partiram do princípio que seriam jogos. Questiona-se, dessa forma, quão “inofensivos” são, afinal proporcionam interações de sentimentos e emoções. E é nessa confluência veloz, portanto, que os relacionamentos amorosos sofrem influência – mensagens instantâneas, desempenhos excepcionais e um leque inimaginável de escolhas.

Os relacionamentos na era digital, enfim, trazem uma falsa sensação de facilidade e poder. Uma infinidade de opções prontas para serem desbravadas à distância de um click. Assim como, aplicativos de relacionamento apresentam as pessoas “candidatas a uma interação” em um amplo portfólio. Da mesma forma, dissemina-se a perspectiva que sempre haverá algo melhor, mais gratificante, emocionante, aventureiro e sexy. Inicialmente, o primeiro pensamento que passa pela cabeça é: “impossível não encontrar alguém para me relacionar nesta infinidade de opções”. Os “likes” iniciam, chats de bate-papo abrem-se, encontros são marcados. Ao final de tantas interações, a pergunta permanece: valeu a pena? Há pessoas que acreditam ter valido, outras relatam experiências frustrantes e exaustivas.

Mas o que fazer para ter um vínculo bacana?

O segredo para um relacionamento de qualidade não está na quantidade de opções, mas na profundidade do vínculo que se forma. É sair da tela e ir conhecer a pessoa verdadeiramente, permitir-se vivenciar encontros interessantes, ser criativo. É nutrir a relação com o parceiro(a) à desbravar o mundo cibernético. A tecnologia pode ser um meio para novos relacionamentos, assim como, proporcionar um fim gratificante, através das interações reais e presenciais. Estas demandam tempo, atenção e cuidado.

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